Transtornos mentais

Mulher em análise

O que é transtorno mental?

Se você tiver a oportunidade de ler o Código Internacional de Doenças, achará que você apresenta todas as doenças ali descritas. Isso acontece porque um ou outro sintoma das doenças todos nós podemos ter experimentado em algum momento de nossas vidas, o que não significa que temos aquela doença. Com os transtornos mentais acontece a mesma coisa.

Os transtornos mentais são diagnosticados a partir da presença de um certo número de sintomas que precisam estar presentes durante um intervalo de tempo definido interferindo na vida cotidiana daquela pessoa.

Ter uma tristeza e/ou um sofrimento muito grande por conta de uma perda, uma separação, um luto, são emoções que fazem parte da vida. Ficar ansioso e preocupado por estar desempregado, ou porque vai fazer uma entrevista de emprego, ou quando vai a um primeiro encontro amoroso são sensações experimentadas por todos nós.

Passar por um dia em que deu tudo errado e você “fica para baixo” e, em seguida, por dois dias em que muitas coisas boas acontecem e você fica radiante, muito feliz, não é bipolaridade, mas sim modulações de humor compatíveis com os eventos da vida.

Ficar olhando ao seu redor para verificar se não há algum indivíduo suspeito por perto ou ficar desconfiado quando há uma moto parada com duas pessoas nela não significa que você está paranoico, mas sim que tem um comportamento adequado à realidade de quem vive numa cidade como São Paulo, por exemplo.

Enfim, só um profissional da área da saúde mental é quem pode lhe dizer se as sensações que você vem apresentando se enquadram ou não em um transtorno mental. 

Diferentes grupos de transtornos mentais que nossa equipe trata

Convencionou-se chamar as manifestações do desequilíbrio psíquico de transtornos e não de doenças porque a maior parte delas não tem sua causalidade amplamente conhecida.

Podemos agrupar esses transtornos de várias formas e aqui vamos dividir inicialmente em grandes grupos para facilitar o entendimento, considerando também as fases da vida em que se apresentam com mais frequência.

Na infância existem os transtornos do neurodesenvolvimento e muitos deles evoluirão dando entrada na vida adulta e prosseguirão mudando apenas a forma de apresentação. Estão nesse grupo os distúrbios de aprendizagem e os transtornos do espectro autista. Nessa fase da vida também podem se iniciar as psicoses infantis, os transtornos do humor e os quadros de ansiedade como as fobias, as compulsões e o transtorno do tique.

Na adolescência é comum o início dos transtornos esquizofrênicos, dos quadros de dependência química e não química, dos transtornos alimentares.

Na idade adulta, após os 21 anos, o cérebro já completou seu processo de crescimento e nessa fase já se pode fazer o diagnóstico de transtornos de personalidade. Os quadros iniciados na infância podem persistir, e é comum o início dos transtornos do humor e de ansiedade na medida em que os indivíduos estão mais expostos ao estresse cotidiano que muitas vezes desencadeia vulnerabilidades genéticas.

Após os 50 anos precisamos estar atentos, pois o início de um quadro psiquiátrico pode ser sinal de alguma outra doença. Um exame físico e laboratorial detalhado é importante nessa fase. Também têm início os quadros demenciais como a doença de Alzheimer, entre outras.