A psicoterapia
Podemos buscar na história, na filosofia, na antropologia, nas ciências. Por diversos caminhos o homem sempre procurou respostas às questões da existência como tentativa de aliviar seus sofrimentos. E, nessa busca que vem atravessando os tempos até os dias de hoje, construiu formas de identificar e superar seus conflitos, modificando-os de alguma maneira.
Assim surgiram no século XIX as ciências da mente, de onde se originaram diferentes linhas de psicoterapia, todas com o mesmo objetivo de tratar as causas que levam ao sofrimento psíquico.
Muitos de nós não temos exata consciência de todas as possibilidades criativas que dispomos para enfrentar as situações de conflito e de dor. A psicoterapia, em suas diversas formas de expressão (psicanálise, cognitivismo, psicologia analítica junguiana...),dispõe de um arsenal de ferramentas que, na observação e intervenção do terapeuta, oferecem ao indivíduo condições de desenvolver recursos para modificar suas relações, seja consigo mesmo, com seus amigos e familiares, com seu corpo, com a alimentação, entre outras, buscando melhorar sua qualidade de vida.
Assim a psicoterapia para o tratamento dos transtornos alimentares é uma proposta que tem como objetivo recuperar e fortalecer a auto-estima, auxiliar na tradução de sensações e afetos que permanecem distantes da consciência. Leva-se em conta a história pessoal do paciente, bem como a necessidade de trabalhar experiências traumáticas que podem permanecer vivas no psiquismo. Além disso busca também identificar e corrigir condições que favoreçam o desenvolvimento e a manutenção das alterações cognitivas e comportamentais, que caracterizam os transtornos alimentares.
Dessa forma criam-se, por intermédio dos métodos e técnicas, situações que favorecem a vivência do potencial criativo que cada um contém dentro de si. Trata-se também de uma arte, que busca permitir a cada um tornar-se único e completo como ser no mundo.