É a partir da adolescência, quando a necessidade de pertencer a um grupo social ganha importância , que se intensificam as preocupações com o corpo. Esse corpo, que é responsável pelas primeiras impressões deixadas no meio social, e que desperta no grupo sentimentos de aceitação e rejeição.
Ser aceito sociamente é um elemento crucial no desenvolvimento do psiquismo. Sentir-se aceito aumenta a segurança, fortalece as iniciativas, melhora o humor e a saúde.
O conceito de beleza é inerente ao ser humano. Portanto, desejar ter uma imagem bonita é aceitável e produz prazer aos sentidos, favorecendo que nos aproximemos do que percebemos como belo.
Isso varia ao longo dos tempos, evoluindo de acordo com as tendências sociais e culturais do momento, determinando os padrões de beleza.
Porém, um fenômeno bastante atual tem sido a excessiva preocupação com o corpo, facilitada pela mídia, que nos proporciona ilusões através das imagens, levando as pessoas a se compararem com um modelo padronizado de corpo, o qual se mostra magro, longilíneo e jovem, invariavelmente. Cabe aqui enfatizar, que as mudanças físicas, tradução do envelhecimento inexorável, acabam interpretadas como um descuido com a aparência, reforçando esse desequilíbrio.
Esses excessos acabam funcionando como disparadores para algumas doenças, cuja evolução também pode ser agravada à luz desses padrões de beleza impostos pela cultura.
Precisamos, portanto, estar atentos nesse mundo competitivo onde vivemos, para que exigência, e cobrança, no sentido de uma idealização, não nos afaste de nós mesmos. Devemos preservar os limites da nossa própria existência valorizando quem somos, identificando as diferenças entre nós e os outros, permitindo que hajam trocas, pois cada existência pressupõe algo de precioso que não pode ser perdido.
Pensamos que essa consideração relativiza o que vínhamos destacando anteriormente, favorecendo o equilíbrio.
Sem o equilíbrio corremos o risco de adoecer.
Obviamente, adoece quem tem predisposição para determinadas patologias, e entendemos por predisposição, um conjunto de fatores biológicos e psicológicos, além dos sócio-culturais já citados.