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Atualidades

Temos acompanhado através de vários veículos de comunicação os casos de modelos que morreram de anorexia nervosa.

Estes casos geraram polêmicas em torno da profissão de modelo. Estilistas, profissionais de outras áreas, mães, pais, autoridades governamentais, entre outros, se pronunciaram em relação ao tema.

A questão não é levantar bandeiras e nem polarizar uma profissão como a “causadora” destas mortes. O que pensamos ser necessário é reconhecer a anorexia nervosa como uma patologia (doença).

Sim, patologia ! Porque não estamos falando de “estilo de vida”, ou do que é necessário ao ingresso em uma profissão, mas de anorexia nervosa, uma doença que já tem critérios padronizados para o seu diagnóstico desde a década de setenta, entre os quais podemos ressaltar: perda considerável de peso, preocupação mórbida com o risco de engordar, alterações na percepção do próprio corpo e disfunções endócrinas (por exemplo: suspensão da menstruação).

Como em todas as doenças, temos o que em medicina chamamos de populações de risco. Populações de risco são grupos de pessoas que apresentam um risco aumentado, em relação aos demais, para desenvolver determinada doença. Vale ressaltar, que o fato de alguém não pertencer a estes grupos, não significa que esta pessoa esteja livre de desenvolver a doença; o que ocorre, é uma chance menor em relação àqueles que pertencem às populações de risco.

E quais são estas populações no caso da anorexia nervosa? Modelos, profissionais de educação física, nutricionistas, esportistas, bailarinas, etc. Isto significa que, ao trabalharmos com estas populações, devemos ter o nosso “olhar” mais acurado, a fim de podermos identificar o momento em que uma praticante ou profissional destas áreas começa a apresentar esta patologia, e então encaminhá-la para tratamento.

Todas estas profissões têm critérios para que as pessoas as exerçam, os quais, com certeza, não visam adoecê-las. Contudo, é uma atitude responsável estarmos atentos à possibilidade dessas pessoas desenvolverem esta doença tão grave que pode levá-las à morte, e intervir para evitar este desfecho.

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Redação Técnica: Equipe Gostar-se | Redação Final: Tânia K. Hübner