O
padrão de beleza através dos tempos
O
padrão de beleza é um conceito que atravessa os
tempos se modificando cada vez mais. O que era belo e sublime
no passado pode parecer muito estranho nos dias de hoje. Se
observarmos as deusas gregas das esculturas, as musas da Idade
Média, as rainhas e princesas da era Vitoriana, os quadros
de Da Vinci, vemos figuras totalmente contrárias às
das páginas atuais da Playboy. São imagens belíssimas,
sensuais, de valores estéticos apenas diferentes. Mulheres
dotadas de curvas mais arredondadas e, por que não dizer,
cheinhas, que arrancavam verdadeiros suspiros apaixonados.
A moda também
reflete comportamentos, tendências e uma forma de expressão
da própria beleza e de seus valores. Vemos a maneira
distinta usada pelos grandes estilistas valorizar cada parte
do corpo, conforme a tendência e o próprio momento
histórico.
Nos anos 40 e 50,
do pós-guerra e da conseqüente escassez de materiais,
incluindo tecidos e roupas, as pessoas manifestam a liberdade
pela maneira de se vestir, explorando ao máximo seu lado
feminino. Os vestidos, extremamente rodados, ainda recebem anáguas
para aumentar ainda mais os quadris e afinar a cintura. Isto
era o belo daquela época. E, todo mundo sabe, a moda
também é cíclica. Quando menos se espera,
os looks supostamente antigos voltam a freqüentar todas
as camadas sociais.
Hoje quando olharmos
para as passarelas da moda, as próprias modelos esguias
começam a demonstrar uma nova tendência, estão
mais robusta, com fartos seios, quadris largos e um jeito despojado
de desfilar.
A própria
publicidade se apropria com sucesso da imagens de pessoas reais
mais gordas, negras, de todas as idades, sardentas, com cicatrizes
etc. para vender produtos, principalmente cosméticos.
Olhar
a beleza é refletir sempre, é olhar para si próprio
e encontrar o verdadeiro sentido do belo: a identidade.